sábado, 13 de setembro de 2008

Rod Stewart - Ao cuidado do Vaticano

Há fenómenos incríveis no mundo da música. Há o artista que começa a cantar com uma guitarra desafinada junto às entradas e saídas das estações de metro, a levar com moedas de cêntimo no crânio até arranjar troco suficiente para pagar o selo do envelope onde vai uma maquete de demonstração para uma editora importante e depois acaba a dar espectáculos no Royal Albert Hall. Depois de 2 ou 3 anos no topo, já ganhou tanto dinheiro que já pode acabar por ali a carreira e dedicar-se aos desportos de eleição de muitos artistas: o levar a agulha à veia e o copo à boca. Mas chega de falar da Amy Winehouse...

Há artistas que por via familiar são já eles próprios estrelas da música assim que nascem. E basta apenas uma dúzia de anos para que os gemidos e guinchos dos inocentes petizes sejam registados em CD e vendidos às "pázadas" junto, com os do paizinho, ou então "ripados" para mp3 e passados entremãos tal qual prostituta gratuita numa orgia de empresários da noite. Mas também não é para falar de Enrique Iglesias que estou a gastar electricidade e a derreter a retina dos olhos.

Rod Stewart foi o autor de uma das mais miraculosas ressuscitações musicais de que há memória. Sejamos francos... o homem era uma nódoa enquanto músico. Daquelas de gordura que se agarram às melhores calças que temos e nunca mais saem, por muito Tide, Skip, Neoblanc ou sabão azul e branco que utilizemos. Enquanto "estrela pop" fez 23 álbuns... se os quiserem chamar assim. O "renascimento" deu-se em 2002. Não sei se o jovem Roderick morreu entretanto (não há registo de ter acontecido), mas o certo é que o cavalheiro reapareceu transformado. Às tantas, todos aqueles registos de raptos de extraterrestres são mesmo verdadeiros. Querem ver que levaram o homem e substituiram-lhe o cérebro por um de alguém que realmente pensa nas palavras que lhe trespassam os lábios? Atente-se numa das letras do rapaz na sua juventude...
And don't it seem like a long time 
seem like a long time, seem like a long, long time
And don't it seem like a long time
seem like
a long time, seem like a long, long time
And don't it seems like a long time
seems like a long time, seems like a long, long time

Por aqui nota-se que a dotação de massa cinzenta do então rapaz era algo deficitária. Daquelas pessoas que na distribuição dos cérebros ainda estavam na fila do cabelo.

Ora, em 2002, o senhor Stewart abandonou o registo pop (brega) e dedicou-se a um registo completamente novo (para ele). O swing. Tal qual milagre de Fátima, os céus abriram-se em regozijo, as populações louvaram os deuses, os prados encheram-se de flores... e o Rod fez alguma coisa de jeito. The Great American Songbook é o nome do milagre que ninguém julgava possível. O conjunto de álbuns com músicas de swing e jazz imortalizadas por lendas como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald ou Louis Armstrong, ganharam casa nova na boca de Rod Stewart.

De besta musical a bestial artista em apenas 4 álbuns. Sim, ainda tem aqueles tiques meio "ai não me toques", mas perdoamos-lhe, porque o homem agora é um cantor! As letras e as músicas não são dele, mas essa é a grande vantagem: apenas tem de usar a voz. Só serve para provar que há artistas que mais vale não saberem ler e escrever...

Rod Stewart - You Go To My Head


Mais 2 milagres e o homem pode ser canonizado...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Liberdade

Ahhh... férias! Finalmente, tempo para fazer aquilo que se gosta mais.


PJ

A cura milagrosa

Descobri recentemente que as músicas das quais não gostámos nos anos 80 e continuamos a não gostar no Séc. XXI podem ser alteradas de modo a que a audição das mesmas não se torne tão penosa como enfiar um cotonete sem algodão pelo ouvido dentro. A solução até é simples (e na verdade era óbvia): chama-se... Jazz!

Aqui fica o exemplo de uma música dos Eurythmics (Sweet Dreams) que, apesar da fama da qual está dotada, nunca me convenceu e sempre pensei que teria sido escrita entre o acender do isqueiro e o espremer do sumo de limão.

Esta versão é dos 48th St. Collective. Melhorada em plo menos 163%. Sem sintetizadores, sem batida electrónica, principalmente, sem a voz da Annie Lennox!



Ide e espalhai a boa nova pelo mundo... há 3 álbuns à escolha: Jazz and 80's (part one), Jazz and 80's (part two) e Jazz and 90's.

PJ

sábado, 6 de setembro de 2008

I

Eis quando senão a vida que nós tínhamos como certa se vira de repente e nos dá uma dentada no rabo...

...stay tuned...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Reedição extra

A pedido de muitas famílias (a minha), reedita-se aqui uma história antiga do também antigo blog Jhurnalisto.

Pai Natal - Uma história de todos os dias

Capítulo I

Era dia, mas Nicolau não conseguia ver nada. Primeiro pensou que tivesse alguma coisa em cima da cabeça, mas quando passou a mão pelos finos cabelos brancos, sentiu um líquido espesso a passar-lhe por entre os dedos. Deitado de barriga para o chão, abanou lentamente a cabeça e os olhos começaram a responder… A visão ainda estava turva, mas era suficiente para identificar a cor do líquido nas mãos: vermelho… Sangue?! De imediato, Nicolau tentou ordenar aos músculos e aos ossos para que se organizassem – Vá, homem, levanta-te! Sessenta e oito anos e nem sequer consegues pôr-te de pé? – pensou.

Uma dor lancinante começou a percorrer-lhe a cabeça… Deitou as duas mãos à nuca e sentiu um corte, não muito grande, mas latejante e com um ardor que lhe fazia lembrar o tiro na perna que levou numa das distantes guerras que travou em nome do país (a cicatriz ainda lá estava como “medalha”). Cerrou os punhos, encheu os pulmões de ar e conseguiu levantar o joelho esquerdo, assentando o pé no chão. Deixou a descoberto fora do sobretudo um dos ténis vermelhos All Star, já roto ao pé da biqueira e gasto dos muitos anos de uso. O segundo joelho teimava em não responder… Nico, como era conhecido pelos companheiros de rua, olhou em volta e não reconheceu o cenário: uma viela estreita semi-iluminada pelos primeiros raios de Sol do dia e ladeada por prédios altos e cinzentos. As cores mais vivas saíam dos contentores de lixo, encostados a uma das paredes, vestidos num tradicional verde escuro.

Começou então a lembrar-se da noite anterior… uma véspera de Natal como tantas outras, passada na rua. Como companhia, apenas um ou outro cão vadio ou um ocasional polícia que lhe dizia para se pôr a andar dos locais públicos. Como todas as noites, passou pelo número 51 da Rua da Boa Esperança, onde morou em tempos. Como sempre, foi até à janela da cozinha, espreitou lá para dentro e viu cenário habitual: uma mãe, duas filhas e a avó a jantar em silêncio, mas, hoje, cabisbaixas. A casa estava repleta de bolas e fitas vermelhas e douradas. A mesa com uma toalha bordada, povoada por um sem-fim de delícias culinárias fumegantes. Era uma família… em tempos… a dele. Secou os olhos e disse baixinho “até manhã, meus amores”, enquanto deixava para trás o quadro onde já não pertencia desde o pior dia da sua vida, há precisamente 8 anos.

Saiu do bairro pela estrada principal ainda com uma pungente memória de outra vida, quando foi obrigado a atirar-se para o chão por causa de um carro, desses desportivos vermelhos, barulhentos e caros, como tivera em tempos. Do interior da viatura ouviu risos de juventude. O caro parou poucos metros à frente dele e de lá saíram dois jovens, pelo aspecto, com pouco menos de 20 anos, ambos de smoking já desapertado e amarrotado, com os olhos vidrados da bebida. - Ó velho! Vê lá mas é se sais da estrada! Vagabundo de merda! É por causa de vocês que este país não anda! – Gritou um deles. - Eu estava no passeio, jovem. Se calhar é você que tem de ter mais cuidado a conduzir… e a beber. – Respondeu Nico, já a tentar levantar-se. - Olha que o sacana é respondão! – Berrou o segundo jovem, já a dirigir-se para Nico. Notando que trazia uma garrafa na mão, Nico apressou-se a tentar desfazer a situação. - Jovens, vão lá para casa e deixem-me em paz. Já sou velho, não posso correr nem lutar convosco. Peço desculpa se estava na estrada… nem reparei. Levantou-se, virou as costas aos teenagers e seguiu o caminho que traçava todos os dias.

Depois… ficou tudo escuro.

Capítulo II

Nico voltou a sacudir a cabeça tentando expulsar a dor, mas de pouco serviu. Foi ao bolso esquerdo do sobretudo já descosido nas pontas e tirou de lá um lenço branco, com as iniciais NN. Nicolau das Neves dobrou o lenço em quatro e levou-o à nuca, pressionando-o contra o corte.

Saiu do beco e deparou-se com a avenida principal da cidade. Os carros amontoavam-se junto aos semáforos, condutores impacientes, ávidos de um brilho verde, como corredores à espera do tiro de partida. As pessoas andavam, frenéticas, de um lado para outro, como se fossem morrer ao parar. O som esporádico das sirenes da polícia e das ambulâncias cortavam o ar, desviando momentaneamente a atenção dos menos apressados. As crianças choravam e gritavam porque queriam ir ao colo da mãe, ou porque queriam um balão, daqueles que “o senhor vestido de Pai Natal” vendia. No meio de tudo aquilo, ninguém parava sequer para ver as decorações de Natal das ruas.

Os cordões de azevinho em plástico verde-claro serpenteavam os postes de electricidade, as armações de anjos feitos de mangueiras de luz ocupavam os céus das estradas, mas tudo passava despercebido àquelas pessoas… De repente, Nicolau foi abalroado atrás dos joelhos por uma criança que corria divertida atrás da própria sombra.- Desculpe, senhor – disse o petiz, com não mais de 5 anos de vida nos olhos azuis – mas… o senhor…- Bernardo! - Nico ouviu uma voz de mulher que se aproximava em passo rápido. – Já te disse para não correres pela rua!A senhora, formosa de face, tinha um vestido salmão pelo joelho e um grande chapéu branco, daqueles que parecem uma rotunda com um chafariz.- Bernardo! Não voltas a fugir, senão já não vais ao parque. Agora pede lá desculpa ao senhor.
- Não se preocupe – interveio de imediato Nicolau – ele estava só a brincar.- Ó mãe – disse o pequeno, puxando o vestido à mãe – é ele! Viste, eu disse que ele existia! É o Pai Natal!Os cabelos de Nicolau, brancos como a neve, davam-lhe pelo ombro… a barba farta, também branca da idade transformavam-no num alvo permanente de desenganos para as crianças na altura de Natal. A mãe da criança olhou nos olhos azuis de Nico e assentiu com a cabeça para o filho.
- Realmente é muito parecido, filho, mas não é. Notando que os cabelos brancos estavam manchados de vermelho e vendo o idoso com a mão a pressionar a nuca, não hesitou.
- O senhor está bem? Parece estar a sangrar. Precisa que o levem ao hospital?
- Não é preciso. Agradeço-lhe, mas sobrevivo. Foi só um cortezinho. Coisas de rua…
- O senhor é o Pai Natal? – interrompeu o pequeno Bernardo.
- Bem… gostavas que eu fosse? – Nico tinha uma doçura nos olhos que fariam qualquer um acreditar que ele era mesmo o “homem dos presentes”. Bernardo abanou afirmativamente a cabeça.
- Então sou. – completou Nico – diz-me, Bernardo, portaste-te bem este ano, para poderes receber muitas prendas?
- Eu… bem… eu briguei com a minha irmã ontem, mas ela queria tirar os desenhos que eu gosto da televisão – respondeu o petiz, com ar cabisbaixo.
- Bom, se for só essa a tua maldade… posso garantir que vais ter muitas prendas amanhã de manhã – disse Nico enquanto olhava para os olhos da mãe, como que à procura de confirmação.A senhora tratou de confirmar com um discreto abano de cabeça.
- Vês, filho, afinal tinhas razão. É mesmo o Pai Natal. Mas tens de continuar a portar-te bem, senão…Nico passou a mão pela cabeça do pequeno Bernardo…
- Sê bonzinho e obedece à tua mãe, Bernardo.
- De certeza que não precisa de ajuda, senhor… - insistiu a mulher.
- Nicolau – respondeu – de certeza. Trate bem aqui do miúdo.Nico despediu-se com um aperto de mão a Bernardo e um aceno à mãe e desapareceu no meio da confusão citadina.

Capítulo III

As sirenes das ambulâncias e da polícia faziam-se ouvir do outro lado da cidade. As pessoas corriam sem saber bem porquê em direcção ao prédio da Bolsa de Valores. O negro da noite era interrompido pelo azul dos "pirilampos" da EMIR e dos carros patrulha da PSP. Uma multidão de curiosos teimosamente a tentar ver o que se passava atrás das fitas amarelas da polícia. A seis metros da entrada principal do edifício de 15 andares, um desenho feito a giz no chão contornava uma figura desfigurada, deitada de bruços. O desconcerto dos membros comprovava a violência com que o corpo tinha encontrado o alcatrão da rua, deixando pouco espaço para dúvidas sobre uma "viagem aérea" de um dos andares do topo. Dois homens vestidos com uma espécie de fato-macaco e com luvas de borracha observavam o corpo, tocavam-no e tomavam notas. Um deles virou-se para um agente da polícia.

- Tem identificação do homem?
- Não - respondeu prontamente o agente - era um vagabundo. Deve ter subido ao prédio pela escada de incêndio. Às vezes somos chamados para tirar esses gajos de cima dos edifícios. Este teve azar... devia estar tão bêbado que nem viu o que fazia.
- Não me parece que estivesse bêbado. Não cheira a álcool. - A opinião do médico-legista era o suficiente para o polícia "engolir" a sugestão e voltar para o local onde empurrava os curiosos que queriam passar a barreira.

Com a ajuda de um outro agente, os dois homens de fato-macaco viraram o corpo. Todos eles sentiram um arrepio ao tentar agarrar os braços e as pernas... sem conseguir distinguir os ossos inteiros. Os cabelos brancos e ensanguentados cobriam a face barbuda do homem. Parecia ter uns sessenta e poucos anos. As roupas sujas e rasgadas aqui e ali pareciam confirmar parte da hipótese levantada pelo agente da polícia. Parecia realmente tratar-se de um vagbundo. As pálpebras semi-cerradas deixavam transparecer timidamente uns olhos azuis claros, invulgarmente brilhantes para alguém daquela idade. Na mão esquerda de um punho cerrado saía um lenço branco, já com tons rosa das manchas do que parecia ser sangue. Num dos cantos estavam bordadas as iniciais NN.
- Ele tem aqui um corte na cabeça que não parece ter sido feito agora. O lenço provavelmente estaria a estancar o sangue. A ferida pode muito bem ter um par de dias. Deve ter perdido muito sangue. Com esta idade... o mais certo é ter começado a sentir tonturas. Então se estava lá em cima... Na altura ninguém duvidou do especialista. De repente "disparou" uma criança a chorar... depois outra... depois outra ainda. Em poucos segundos todas as crianças que estavam com as mães, os pais ou os avós começaram a soluçar e a apontar para o chão, onde permanecia imóvel o corpo.
- Ele morreu, mãe! O Pai Natal morreu! - Disse a primeira.
- Caíu do trenó! Oh mãe, e agora?! Não o deixem morrer! - Respondeu outro petiz, desesperado. Os pais começaram a levar os filhos já quase histéricos para fora do local, garantindo-lhes que não era o Pai Natal que ali estava, mas sim um pobre homem que tinha caído do prédio. Nicolau das Neves deixou mulher, uma filha e duas netas de cinco e doze anos. Não falava com nenhuma delas desde o dia em que tinha sido dado como desaparecido, depois de um escândalo que envolvia desvio de fundos na Bolsa de Valores, no dia 24 de Dezembro de 1996. Mais tarde fora provada a sua inocência, mas nunca ninguém o encontrou para lhe contar.

Fim

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sandes d'atum, receita de Bill Clinton

Não me perguntem como é que a arranjei, mas é mesmo dele.

Ingredientes:

1 lata de atum escorrido
1 colher de chá de mostarda
1 colher de sopa de maionese
1 ovo, cozido e picado
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de cebola, picada finamente
4 fatias de pão de forma
1 colher de sopa de aipo, picado finamente
1 tomate, fatiado
2 folhas de alface
1 colher de chá de mostarda Dijon
1 colher de chá de rabanete em pickle, picado finamente

Preparação:

Numa tigela média, colocar o atum, o ovo, a cebola, o aipo, o rabanete, as mostardas, a maionese e o sal. Com um garfo (não, não pode ser uma colher nem uma faca) misturar bem os ingredientes.

Espalhar a mistura em duas fatias de pão. Cobrir com rodelas de tomate e alface.

As restantes duas fatias são colocadas cuidadosamente numa ratoeira (grande) para atrair estagiárias ambiciosas. Assim que morderem o isco, é preciso ter cuidado para que a imprensa não chegue lá primeiro.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sandes d'atum com tinto

Desafio-vos a experimentar esta! Vá, não sejam Castelo-Branquinhos...

Ingredientes:

1 carcaça ou duas fatias de pão-de-forma
1 lata grande de atum ou 2 latas pequenas
2 colheres de sopa de maionese
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de paprika
1/2 colher de chá de pimenta preta
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto


Preparação:

Misturar bem os ingredientes todos até obter uma pasta homogénea. Adicionar mais vinagre se desejado. Espalhar pelo pão a gosto.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Não é que ela seja quadrada...

É falta de motivação! Os clubes portugueses andam, ou melhor, arrastam-se pela europa do futebol e porquê? Sentem-se desmotivados! Com o manancial futebolístico que existe em Portugal, é normal que haja pouca motivação para jogar fora de portas. Daí o descontentamento generalizado da populaça...

- Sr. António Fagundes, do Benfica, diz: "Querem-nos pôr pra baixo! Não nos deixam ficar descansados em segundo! Os cab**** dos árbitros deviam ser todos alinhados nús em frente a outras tantas colmeias e pincelados com mel! E o Zoro, o Nélson, o Maxi Rodriguez, o Luís Filipe e o Nuno Gomes também!"
- Sr. José Espírito Santo, do Sporting, diz: "Não sabem jogar à bola! Parece quadrada! São todos uns matraquilhos! Mas quem é que vai buscar um gajo com nome de pássaro? Tiuí?! O homem voa por cima da "chicha" e nem lhe toca!! O Abel?!?! Tragam antes um paralímpico, pá!"

- Sr. João Freitas, do Porto, diz: "Campeõõõõeeees!! Nós somos campeõõõeees! Bibó Pinto da Cuasta! Bibó Conselho de arbitragem!"

- Sr. Albino Franco, do Boavista, diz: "Pó ano somos campeões!! Bamos bencer a liga Bitalis, carago!! Ou a segunda Bêa, depende do sítio para onde formos despromobidos...

Ninguém precisa da UEFA! Para quê preocuparmo-nos com competições europeias quando os clubes portugueses têm tudo o que precisam em solo nacional? Pura perda de tempo, por várias razões:

1. O maior clube do mundo está em Portugal (está no Guinness Book of Records e não é aberto a discussão).

2. A melhor selecção nacional do mundo é a portuguesa (e quem disser o contrário mente com todos os dentes e implantes que tem na boca).

3. O melhor jogador do mundo é português (o nosso "Reinaldo" é duas vezes o Ronaldinho e três vezes o Kaká).

4. O melhor treinador do mundo é português (o special one, Jaosi Meriño, como dizem os ingleses, não deixa aso a dúvidas: só por ter aliviado o Abramovich de meia-dúzia de milhões já devia ser considerado o melhor de todos os tempos).

Portanto, que interesse pode ter o futebol fora do recinto português? Nenhum! Sugiro até que se mude o nome da Liga Bwin para "Melhor Liga Do Mundo" e a Liga Vitalis para "Liga dos Clubes-Quase-Tão-Bons-Como-Os-Da-Melhor-Liga-Do-Mundo". Sem pretensiosismos, mas quem tem qualidade, deve ostentá-la!

Era ver os restantes clubes dessa europa do futebol desintegrarem-se face ao superespectáculo do futebol português! MUAHAHAHAHAH (riso diabólico).

Já dizia o Sr. King: "I have a dream..."

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sandes d'atum com abacate (sim, o fruto)

Epá, há coisas que não lembra a ninguém...


Ingredientes para 2 unidades:

- 2 bolas (ou 4 fatias de pão de forma integral)

- 1 lata de atum em óleo
- 1 cebolinha
- 1 colher (sopa) de maionese
- 1 pêra-abacate madura
- 1 colher (sopa) de sumo de limão
- sal & pimenta

Preparação:

Escorrer muito bem o atum. Picar a cebolinha finamente. Reservar. Cortar a pêra-abacate em duas metades, removendo o caroço. Retirar delicadamente a polpa de uma das metades com a lámina de uma faca e cortá-la em fatias finas. Regar as fatias de abacate com o sumo de limão e reservar.Retirar também a polpa da outra metade de pêra-abacate e colocá-la numa tigela. Juntar o atum, a cebolinha picada, a maionese, sal e pimenta. Esmagar tudo levemente com o auxílio de um garfo, mexendo até obter uma pasta homogénea. Reservar o preparado no frigorífico. Abrir as bolas e torrá-las ligeiramente. Barrar a parte inferior dos pães com o preparado de atum e distribuir as fatias de abacate por cima. Fechar os pães e servir de seguida.

Agradecimento a: http://elvirabistrot.blogspot.com

sábado, 5 de abril de 2008

"Desculpe, só casais ou com cartão (do partido)!"

Acho muito bem que não se deixem entrar os senhores jornalistas no congresso do PSD Madeira. Em primeiro lugar porque essa utópica missão de reportar os factos para o exterior já está mais do que ultrapassada. Nas sociedades modernas já ninguém que se intitule jornalista se resume ao relato fidedigno do que se passa em determinado espaço e tempo. Até porque a verdade acarreta uma série de inconvenientes que podem ser uma espécie de mossazinha no guarda-lamas desse grande Rolls Royce novinho em folha que é o sistema político.

Ora como toda a gente sabe que amolgadela num carro de luxo é coisa que não existe, mais vale eliminar a própria sugestão do acontecimento, à partida.

Depois e ainda que não o tenham percebido, o facto do porteiro não os deixar entrar nessa grande discoteca laranja, alegando que não têm classe suficiente para ali estar ou que a entrada é só "para casais ou com cartão", acaba por ser uma vantagem: assim ninguém lhes pisa os pés na habitual dança das cadeiras, o que acaba por não levar à tradicional irritação, seguida dos habituais empurrões e palavreado em vernáculo habitual das favelas do Rio de Janeiro, que em última instância acaba no serviço de urgências do hospital mais distante (porque as urgências do mais próximo foram fechadas), onde dão entrada dois ou mais cavalheiros com um apêndice de vidro encorporado na caixa encefálica.

Para além de que é sempre constrangedor o chamado "enxovalhanço" em público. Imagine-se o antigo coliseu de Roma repleto de nobres, escravos e demais populaça. No centro do "ringue", apenas um gladiador a quem são puxadas as orelhas pelo imperador:

-Então é assim que se enfrenta um leão, ó meu nabo? Andas aí aos berros que nem uma menina de 12 anos! Foi assim que te ensinei?! Toma lá um calduço e vê mas é se afinas com voz de Barry White para chamar o bicho!

Ora, perante uma plateia de alguns milhares de pessoas, torna-se desconfortável para todos terem que assistir a uma cena deste tipo. Tanto para o mero espectador, como para o imperador e mais ainda para o enxovalhado gladiador. Às tantas até o leão se sente mal por não ter um adversário à altura...

Sendo assim, os jornalistas vêm salvaguardada a sua integridade física e moral, bem como aquela parte interior da orelha chamada tímpano. É certo que a comunidade fica privada de uns momentos de boa disposição, mas para isso também já existem canais temáticos.

Como diriam os americanos na sua infinita sabedoria empresarial, é uma situação "win-win". É só vantagens para todos!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Receita: Sandes d'atum e maçã (!)


O gosto é de cada um... se ela existe é porque alguém a come. Fica aqui a invulgar receita...

Ingredientes:

1 lata pequena de atum
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 pitada de pimenta branca
1 maçã
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
4 folhas de alface crespa
1 pão ciabatta médio
Sal a gosto


Modo de Preparação:

Coloque numa tigela o atum, o azeite de oliva, a pimenta e o sal. Mexa vigorosamente com uma colher até obter uma mistura homogénea. Reserve. Lave a maçã, seque-a, corte em fatias finas e coloque-as noutra tigela. Regue-as com o vinagre e reserve. Lave as folhas de alface, seque-as com toalha de papel. Reserve. Abra o ciabatta no sentido horizontal. Numa das metades, disponha as folhas de alface e as maçãs. Espalhe a pasta de atum e feche a sandes.

(E as reservas?!)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Levem-nos para o pátio!

Que se resolva no recreio! Desde o princípio dos tempos em que o homem não passava de um semi-macaco curvado que os problemas escolares com crianças se resolvem naquele vasto ringue educacional chamado pátio. O "Ugh" fugia da caverna de aulas para ir alimentar o Iguanossauro** com trevos de quatro folhas de dois metros, quando voltava, tinha a professora à espera com um bastão de granito na mão para lhe ser aplicado o respectivo correctivo em espaço aberto (no pátio) e em frente aos colegas, para que servisse de exemplo (e para gáudio da restante população escolar).

Mais recentemente, quando no corredor da escola o Tóino exige o dinheiro do almoço ao Zézinho, rematando a transacção com um "calduço" ou um simples pontapé na canela, o Zézinho espera calmamente pelo recreio, onde a determinada altura ele e todos os seus 38 primos ciganos saltam em cima do Tóino como se de um trampolim olímpico se tratasse. E tudo fica por ali...

Quando muito, um ou outro pai/mãe são motivados a ir à escola pelo olho negro do filho, que diz que o arranjou a fazer uma composição sobre as férias. Mas como a Lei Escolar e o Código de Honra entre alunos proíbe a chamada "queixinha", os culpados nunca são encontrados e tudo acaba em bem.

Ora quando uma professora subtrai o telemóvel a uma aluna em plena sala de aulas por alegado uso indevido do aparelho, em falta de concordância com o acto, a coisa devia ser resolvida no recreio. Acabe-se por ali a aula e toca a reunir no habitual "ringue da discórdia". Dado que as regras de combate não permitem a utilização de instrumentos de tortura ou sequer armas de fogo (a arma branca está lentamente a ser introduzida nos regulamentos), à partida, as condições são as mesmas para as duas concorrentes. Lutem! Esganem-se! Puxem os cabelos! Façam um festival da arroxada! Mas no final respeitem as regras e quem vencer leva o famigerado celular.

A vida é tão simples se nós deixarmos...

** Sim, eu sei que o homem e o dinossauro não são contemporâneos, mas permitam-me o salto temporal para motivos de ilustração mental.

O primeiro ingrediente

Sim, é um cachorro-quente, mas as imagens das sandes d'atum esgotaram-se todas. O que interessa é que é uma sandes e pronto!

Pergunta do Sr. André Santos, vendedor ambulante: "Tendo por base a teoria do existencialismo de Nietzsche, porque é que ela existe?"

- Porque temos fome, ora! Que pergunta mais descabida...

Pergunta da D. Cristina Saldanha, empregada de mesa: "Segundo Kant e a teoria idealista, é preciso reduzir a realidade ao pensamento. Pensa que esta sandes serve para alguma coisa?"

- Serve pra comer! Que coisa...

Pergunta do Sr. António Formoso, talhante: "A sandes serve algum propósito político-partidário-económico-religioso?"

- Epá, sinceramente.... estamos a falar de uma sandes d'atum!

Pergunta da Dra. Andreia Barros, Inspectora da ASAE: "O atum desta sandes é de boa qualidade?"

- Tendo em conta a realidade socioeconómica que o país e o mundo atravessam, num estado de relativo sobressalto, pode-se depreender que a idiossincrasia do atum em causa é, por si, relativa e dependente de inúmeros factores ambientais, culturais e até afectivos, que nesta altura não nos permitem determinar se a espécie pode ser polarizada, seja como indulgente ou até como funesto.