sábado, 13 de setembro de 2008

Rod Stewart - Ao cuidado do Vaticano

Há fenómenos incríveis no mundo da música. Há o artista que começa a cantar com uma guitarra desafinada junto às entradas e saídas das estações de metro, a levar com moedas de cêntimo no crânio até arranjar troco suficiente para pagar o selo do envelope onde vai uma maquete de demonstração para uma editora importante e depois acaba a dar espectáculos no Royal Albert Hall. Depois de 2 ou 3 anos no topo, já ganhou tanto dinheiro que já pode acabar por ali a carreira e dedicar-se aos desportos de eleição de muitos artistas: o levar a agulha à veia e o copo à boca. Mas chega de falar da Amy Winehouse...

Há artistas que por via familiar são já eles próprios estrelas da música assim que nascem. E basta apenas uma dúzia de anos para que os gemidos e guinchos dos inocentes petizes sejam registados em CD e vendidos às "pázadas" junto, com os do paizinho, ou então "ripados" para mp3 e passados entremãos tal qual prostituta gratuita numa orgia de empresários da noite. Mas também não é para falar de Enrique Iglesias que estou a gastar electricidade e a derreter a retina dos olhos.

Rod Stewart foi o autor de uma das mais miraculosas ressuscitações musicais de que há memória. Sejamos francos... o homem era uma nódoa enquanto músico. Daquelas de gordura que se agarram às melhores calças que temos e nunca mais saem, por muito Tide, Skip, Neoblanc ou sabão azul e branco que utilizemos. Enquanto "estrela pop" fez 23 álbuns... se os quiserem chamar assim. O "renascimento" deu-se em 2002. Não sei se o jovem Roderick morreu entretanto (não há registo de ter acontecido), mas o certo é que o cavalheiro reapareceu transformado. Às tantas, todos aqueles registos de raptos de extraterrestres são mesmo verdadeiros. Querem ver que levaram o homem e substituiram-lhe o cérebro por um de alguém que realmente pensa nas palavras que lhe trespassam os lábios? Atente-se numa das letras do rapaz na sua juventude...
And don't it seem like a long time 
seem like a long time, seem like a long, long time
And don't it seem like a long time
seem like
a long time, seem like a long, long time
And don't it seems like a long time
seems like a long time, seems like a long, long time

Por aqui nota-se que a dotação de massa cinzenta do então rapaz era algo deficitária. Daquelas pessoas que na distribuição dos cérebros ainda estavam na fila do cabelo.

Ora, em 2002, o senhor Stewart abandonou o registo pop (brega) e dedicou-se a um registo completamente novo (para ele). O swing. Tal qual milagre de Fátima, os céus abriram-se em regozijo, as populações louvaram os deuses, os prados encheram-se de flores... e o Rod fez alguma coisa de jeito. The Great American Songbook é o nome do milagre que ninguém julgava possível. O conjunto de álbuns com músicas de swing e jazz imortalizadas por lendas como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald ou Louis Armstrong, ganharam casa nova na boca de Rod Stewart.

De besta musical a bestial artista em apenas 4 álbuns. Sim, ainda tem aqueles tiques meio "ai não me toques", mas perdoamos-lhe, porque o homem agora é um cantor! As letras e as músicas não são dele, mas essa é a grande vantagem: apenas tem de usar a voz. Só serve para provar que há artistas que mais vale não saberem ler e escrever...

Rod Stewart - You Go To My Head


Mais 2 milagres e o homem pode ser canonizado...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Liberdade

Ahhh... férias! Finalmente, tempo para fazer aquilo que se gosta mais.


PJ

A cura milagrosa

Descobri recentemente que as músicas das quais não gostámos nos anos 80 e continuamos a não gostar no Séc. XXI podem ser alteradas de modo a que a audição das mesmas não se torne tão penosa como enfiar um cotonete sem algodão pelo ouvido dentro. A solução até é simples (e na verdade era óbvia): chama-se... Jazz!

Aqui fica o exemplo de uma música dos Eurythmics (Sweet Dreams) que, apesar da fama da qual está dotada, nunca me convenceu e sempre pensei que teria sido escrita entre o acender do isqueiro e o espremer do sumo de limão.

Esta versão é dos 48th St. Collective. Melhorada em plo menos 163%. Sem sintetizadores, sem batida electrónica, principalmente, sem a voz da Annie Lennox!



Ide e espalhai a boa nova pelo mundo... há 3 álbuns à escolha: Jazz and 80's (part one), Jazz and 80's (part two) e Jazz and 90's.

PJ

sábado, 6 de setembro de 2008

I

Eis quando senão a vida que nós tínhamos como certa se vira de repente e nos dá uma dentada no rabo...

...stay tuned...