quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sandes d'atum com tinto

Desafio-vos a experimentar esta! Vá, não sejam Castelo-Branquinhos...

Ingredientes:

1 carcaça ou duas fatias de pão-de-forma
1 lata grande de atum ou 2 latas pequenas
2 colheres de sopa de maionese
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de paprika
1/2 colher de chá de pimenta preta
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto


Preparação:

Misturar bem os ingredientes todos até obter uma pasta homogénea. Adicionar mais vinagre se desejado. Espalhar pelo pão a gosto.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Não é que ela seja quadrada...

É falta de motivação! Os clubes portugueses andam, ou melhor, arrastam-se pela europa do futebol e porquê? Sentem-se desmotivados! Com o manancial futebolístico que existe em Portugal, é normal que haja pouca motivação para jogar fora de portas. Daí o descontentamento generalizado da populaça...

- Sr. António Fagundes, do Benfica, diz: "Querem-nos pôr pra baixo! Não nos deixam ficar descansados em segundo! Os cab**** dos árbitros deviam ser todos alinhados nús em frente a outras tantas colmeias e pincelados com mel! E o Zoro, o Nélson, o Maxi Rodriguez, o Luís Filipe e o Nuno Gomes também!"
- Sr. José Espírito Santo, do Sporting, diz: "Não sabem jogar à bola! Parece quadrada! São todos uns matraquilhos! Mas quem é que vai buscar um gajo com nome de pássaro? Tiuí?! O homem voa por cima da "chicha" e nem lhe toca!! O Abel?!?! Tragam antes um paralímpico, pá!"

- Sr. João Freitas, do Porto, diz: "Campeõõõõeeees!! Nós somos campeõõõeees! Bibó Pinto da Cuasta! Bibó Conselho de arbitragem!"

- Sr. Albino Franco, do Boavista, diz: "Pó ano somos campeões!! Bamos bencer a liga Bitalis, carago!! Ou a segunda Bêa, depende do sítio para onde formos despromobidos...

Ninguém precisa da UEFA! Para quê preocuparmo-nos com competições europeias quando os clubes portugueses têm tudo o que precisam em solo nacional? Pura perda de tempo, por várias razões:

1. O maior clube do mundo está em Portugal (está no Guinness Book of Records e não é aberto a discussão).

2. A melhor selecção nacional do mundo é a portuguesa (e quem disser o contrário mente com todos os dentes e implantes que tem na boca).

3. O melhor jogador do mundo é português (o nosso "Reinaldo" é duas vezes o Ronaldinho e três vezes o Kaká).

4. O melhor treinador do mundo é português (o special one, Jaosi Meriño, como dizem os ingleses, não deixa aso a dúvidas: só por ter aliviado o Abramovich de meia-dúzia de milhões já devia ser considerado o melhor de todos os tempos).

Portanto, que interesse pode ter o futebol fora do recinto português? Nenhum! Sugiro até que se mude o nome da Liga Bwin para "Melhor Liga Do Mundo" e a Liga Vitalis para "Liga dos Clubes-Quase-Tão-Bons-Como-Os-Da-Melhor-Liga-Do-Mundo". Sem pretensiosismos, mas quem tem qualidade, deve ostentá-la!

Era ver os restantes clubes dessa europa do futebol desintegrarem-se face ao superespectáculo do futebol português! MUAHAHAHAHAH (riso diabólico).

Já dizia o Sr. King: "I have a dream..."

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sandes d'atum com abacate (sim, o fruto)

Epá, há coisas que não lembra a ninguém...


Ingredientes para 2 unidades:

- 2 bolas (ou 4 fatias de pão de forma integral)

- 1 lata de atum em óleo
- 1 cebolinha
- 1 colher (sopa) de maionese
- 1 pêra-abacate madura
- 1 colher (sopa) de sumo de limão
- sal & pimenta

Preparação:

Escorrer muito bem o atum. Picar a cebolinha finamente. Reservar. Cortar a pêra-abacate em duas metades, removendo o caroço. Retirar delicadamente a polpa de uma das metades com a lámina de uma faca e cortá-la em fatias finas. Regar as fatias de abacate com o sumo de limão e reservar.Retirar também a polpa da outra metade de pêra-abacate e colocá-la numa tigela. Juntar o atum, a cebolinha picada, a maionese, sal e pimenta. Esmagar tudo levemente com o auxílio de um garfo, mexendo até obter uma pasta homogénea. Reservar o preparado no frigorífico. Abrir as bolas e torrá-las ligeiramente. Barrar a parte inferior dos pães com o preparado de atum e distribuir as fatias de abacate por cima. Fechar os pães e servir de seguida.

Agradecimento a: http://elvirabistrot.blogspot.com

sábado, 5 de abril de 2008

"Desculpe, só casais ou com cartão (do partido)!"

Acho muito bem que não se deixem entrar os senhores jornalistas no congresso do PSD Madeira. Em primeiro lugar porque essa utópica missão de reportar os factos para o exterior já está mais do que ultrapassada. Nas sociedades modernas já ninguém que se intitule jornalista se resume ao relato fidedigno do que se passa em determinado espaço e tempo. Até porque a verdade acarreta uma série de inconvenientes que podem ser uma espécie de mossazinha no guarda-lamas desse grande Rolls Royce novinho em folha que é o sistema político.

Ora como toda a gente sabe que amolgadela num carro de luxo é coisa que não existe, mais vale eliminar a própria sugestão do acontecimento, à partida.

Depois e ainda que não o tenham percebido, o facto do porteiro não os deixar entrar nessa grande discoteca laranja, alegando que não têm classe suficiente para ali estar ou que a entrada é só "para casais ou com cartão", acaba por ser uma vantagem: assim ninguém lhes pisa os pés na habitual dança das cadeiras, o que acaba por não levar à tradicional irritação, seguida dos habituais empurrões e palavreado em vernáculo habitual das favelas do Rio de Janeiro, que em última instância acaba no serviço de urgências do hospital mais distante (porque as urgências do mais próximo foram fechadas), onde dão entrada dois ou mais cavalheiros com um apêndice de vidro encorporado na caixa encefálica.

Para além de que é sempre constrangedor o chamado "enxovalhanço" em público. Imagine-se o antigo coliseu de Roma repleto de nobres, escravos e demais populaça. No centro do "ringue", apenas um gladiador a quem são puxadas as orelhas pelo imperador:

-Então é assim que se enfrenta um leão, ó meu nabo? Andas aí aos berros que nem uma menina de 12 anos! Foi assim que te ensinei?! Toma lá um calduço e vê mas é se afinas com voz de Barry White para chamar o bicho!

Ora, perante uma plateia de alguns milhares de pessoas, torna-se desconfortável para todos terem que assistir a uma cena deste tipo. Tanto para o mero espectador, como para o imperador e mais ainda para o enxovalhado gladiador. Às tantas até o leão se sente mal por não ter um adversário à altura...

Sendo assim, os jornalistas vêm salvaguardada a sua integridade física e moral, bem como aquela parte interior da orelha chamada tímpano. É certo que a comunidade fica privada de uns momentos de boa disposição, mas para isso também já existem canais temáticos.

Como diriam os americanos na sua infinita sabedoria empresarial, é uma situação "win-win". É só vantagens para todos!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Receita: Sandes d'atum e maçã (!)


O gosto é de cada um... se ela existe é porque alguém a come. Fica aqui a invulgar receita...

Ingredientes:

1 lata pequena de atum
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 pitada de pimenta branca
1 maçã
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
4 folhas de alface crespa
1 pão ciabatta médio
Sal a gosto


Modo de Preparação:

Coloque numa tigela o atum, o azeite de oliva, a pimenta e o sal. Mexa vigorosamente com uma colher até obter uma mistura homogénea. Reserve. Lave a maçã, seque-a, corte em fatias finas e coloque-as noutra tigela. Regue-as com o vinagre e reserve. Lave as folhas de alface, seque-as com toalha de papel. Reserve. Abra o ciabatta no sentido horizontal. Numa das metades, disponha as folhas de alface e as maçãs. Espalhe a pasta de atum e feche a sandes.

(E as reservas?!)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Levem-nos para o pátio!

Que se resolva no recreio! Desde o princípio dos tempos em que o homem não passava de um semi-macaco curvado que os problemas escolares com crianças se resolvem naquele vasto ringue educacional chamado pátio. O "Ugh" fugia da caverna de aulas para ir alimentar o Iguanossauro** com trevos de quatro folhas de dois metros, quando voltava, tinha a professora à espera com um bastão de granito na mão para lhe ser aplicado o respectivo correctivo em espaço aberto (no pátio) e em frente aos colegas, para que servisse de exemplo (e para gáudio da restante população escolar).

Mais recentemente, quando no corredor da escola o Tóino exige o dinheiro do almoço ao Zézinho, rematando a transacção com um "calduço" ou um simples pontapé na canela, o Zézinho espera calmamente pelo recreio, onde a determinada altura ele e todos os seus 38 primos ciganos saltam em cima do Tóino como se de um trampolim olímpico se tratasse. E tudo fica por ali...

Quando muito, um ou outro pai/mãe são motivados a ir à escola pelo olho negro do filho, que diz que o arranjou a fazer uma composição sobre as férias. Mas como a Lei Escolar e o Código de Honra entre alunos proíbe a chamada "queixinha", os culpados nunca são encontrados e tudo acaba em bem.

Ora quando uma professora subtrai o telemóvel a uma aluna em plena sala de aulas por alegado uso indevido do aparelho, em falta de concordância com o acto, a coisa devia ser resolvida no recreio. Acabe-se por ali a aula e toca a reunir no habitual "ringue da discórdia". Dado que as regras de combate não permitem a utilização de instrumentos de tortura ou sequer armas de fogo (a arma branca está lentamente a ser introduzida nos regulamentos), à partida, as condições são as mesmas para as duas concorrentes. Lutem! Esganem-se! Puxem os cabelos! Façam um festival da arroxada! Mas no final respeitem as regras e quem vencer leva o famigerado celular.

A vida é tão simples se nós deixarmos...

** Sim, eu sei que o homem e o dinossauro não são contemporâneos, mas permitam-me o salto temporal para motivos de ilustração mental.

O primeiro ingrediente

Sim, é um cachorro-quente, mas as imagens das sandes d'atum esgotaram-se todas. O que interessa é que é uma sandes e pronto!

Pergunta do Sr. André Santos, vendedor ambulante: "Tendo por base a teoria do existencialismo de Nietzsche, porque é que ela existe?"

- Porque temos fome, ora! Que pergunta mais descabida...

Pergunta da D. Cristina Saldanha, empregada de mesa: "Segundo Kant e a teoria idealista, é preciso reduzir a realidade ao pensamento. Pensa que esta sandes serve para alguma coisa?"

- Serve pra comer! Que coisa...

Pergunta do Sr. António Formoso, talhante: "A sandes serve algum propósito político-partidário-económico-religioso?"

- Epá, sinceramente.... estamos a falar de uma sandes d'atum!

Pergunta da Dra. Andreia Barros, Inspectora da ASAE: "O atum desta sandes é de boa qualidade?"

- Tendo em conta a realidade socioeconómica que o país e o mundo atravessam, num estado de relativo sobressalto, pode-se depreender que a idiossincrasia do atum em causa é, por si, relativa e dependente de inúmeros factores ambientais, culturais e até afectivos, que nesta altura não nos permitem determinar se a espécie pode ser polarizada, seja como indulgente ou até como funesto.